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Lígia Fonseca fez a abertura da reflexão “Por uma cultura da não-violência-Uma emergência Nacional”, na cidade da Praia.

  • 2017-02-01

A primeira dama cabo-verdiana, Lígia Fonseca, lamenta o estado de violência que o país enfrenta no dia-a-dia, e apela para uma visão geral, uma vez que “a violência tende só a aumentar, quer física ou verbal”.
A chamada de atenção foi feita hoje em declarações à Inforpress, a propósito da reflexão “Por uma cultura da não-violência-Uma emergência Nacional”, promovida pelo “Movimento Jovens pela Paz- JxP”, que acontece hoje, no Palácio da Cultura Ildo Lobo.
A reflexão vai ser aberta pela primeira-dama, Lígia Fonseca, com o tema “A Política como espaço e meio de educação para cultura da não-violência".
Para a primeira dama, muitas vezes o fomento da violência tem que ver com as definições de certas políticas, acrescentando que os políticos possuem o papel de organizar a sociedade e definir os programas, e, neste sentido, “devem ter esta preocupação de educar as pessoas para a não violência”.
“Quando apostamos muito em desenvolvimento económico, designadamente em áreas como o turismo, não podemos esquecer da política social que combate as situações, em que, por um lado, existam pessoas com muito poder económico e, por outro lado, pessoas com muita pobreza”, disse.
Para já, adiantou que esta discriminação social é geradora de violência, visto que, na definição da própria política que organiza o Estado, os políticos devem levar em conta esta preocupação, como forma de encontrar os equilíbrios dentro da sociedade para afastar as causas da violência urbana.
Lígia Fonseca mostra-se “apreensiva” com a forma de organização das cidades e dos centros urbanos, sabendo que são produtoras de violência.
“Criar bairros sociais, em que se agrupam numa determinada localidade pessoas com menos condições económicas, isso pode transformar-se num foco de problemas, porque está a isolar estas pessoas, em vez de criar uma harmonia na sociedade onde todos possam conviver, de forma em que possam ajudar uns aos outros”, explicou.
Por sua vez, o coordenador do movimento, Bernardino Gonçalves, disse que o objetivo desta segunda “round” é propor para os jovens e para a Cidade da Praia, reflexão sobre comportamentos e atitudes que os impedem de viver num clima de paz. Conforme adiantou, o encontro vai debruçar-se sobre “a política enquanto um espaço de promoção de cultura de não violência”, uma vez que, constitui uma das formas mais nobre de conseguir o bem-comum.
“A sociedade precisa aprender as palavras mágicas, como bom dia, obrigado, por favor, entre outras. Estas constituem as leis básicas para podermos ter relações cordiais entre nós e atingir uma sociedade com mais paz e tolerância”, defendeu. “Jovens pela Paz - JxP” é um movimento mundial de jovens que nasceu no seio da comunidade de Sant´Egídio, movimento internacional muito conhecido na promoção da paz e mediação de conflitos e cultura de encontros e fraternidade.

De realçar que, são jovens que frequentaram a escola da paz e ou são amigos e que estando em idade jovem sentiram também o dever de colaborar na promoção da cultura, da vida e da paz, tão necessários à sociedade.